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Psicoterapia de casal

 

Há um grande paradigma de que fazer psicoterapia de casal causa a separação, o que não é necessariamente verdade. Nem todos os casos terminam em separação desde que ambos tenham a vontade de continuar com o relacionamento.

 

A terapia com casais pode ser realizada tanto para casados, namorados, noivos, que moram juntos (heterossexuais ou homossexuais) que estão em um momento de crise afetiva ou sexual, que geram dúvidas sobre a continuidade desse relacionamento e desgaste.

 

Muitos casais recorrem à terapia de casal como último estágio antes da separação, pela incapacidade de resolverem conflitos ou pela insatisfação sexual.

 

Como psicóloga para casal, auxilio a melhorar a comunicação, enriquecer e desenvolver habilidades de resolução de problemas, equilibrar os padrões de comportamentos que levam à discórdia, aliviar problemas sexuais, diminuir progressivamente os conflitos destrutivos, avaliar e expor crenças sobre o relacionamento, e principalmente, promover a satisfação conjugal.

 

Existem alguns casos que a terapia de casal não é indicada, e na primeira entrevista avalio a necessidade de uma intervenção primeiramente individual. A falta de envolvimento por um dos parceiros, ou outros problemas específicos podem ser tidos como pontos fundamentais para não se iniciar uma psicoterapia de casal.

 

Alguns fatores comprometem a eficácia do trabalho e precisam ser resolvidos antes, tais como:

     *Não querer abandonar um caso extraconjugal;

     *Um dos parceiros já se decidiu pela separação;

     *Perturbação de personalidade ou caráter que leva a relacionamentos instáveis;

     *Violência física;

     *Dependência de álcool ou drogas;

     *Nunca houve atração entre o casal.

 

O que importa no momento de se decidir lutar pelo relacionamento é saber se o respeito, o amor e a vontade de permanecerem juntos prevalecem. A psicoterapia também auxilia na busca por esta reposta.

 

 

 

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Construção dos relacionamentos amorosos

 

Uma relação conjugal não pode ser simplificada à soma de duas pessoas com personalidade distintas, é um novo processo de organização que depende de duas outras unidades, a família de origem e pelo próprio sistema social.

Para estabelecer um bom desenvolvimento pessoal implica em redefinir continuamente os papéis, funções e regras, desde que sejam flexíveis a ponto de concordar com os valores de cada parceiro.

A união com outra pessoa requer ajustes constantes até que consigam elaborar um consenso de idéias e regras, com a negociação de tarefas, modificando papéis e assumindo novos compromissos, por exemplo, deixar de ser filho e passar a ser marido; deixar de ser filha ou irmã e passar a ser mãe.

A partir deste princípio é que o casal começa a construir sua identidade conjugal e começa a elaborar um futuro em comum, sem deixar de lado sua individualidade.

A construção desta identidade também se fundamenta pela coesão do casal, quando há um sentimento de reciprocidade, vínculo e valorização do parceiro. O que não pode ser confundido com fusão, que o casal está dependente um do outro, quando não podem fazer nada separados um do outro, ou seja, neste último caso existe uma relação infantil entre os parceiros.

Quanto maior a dependência, menor é a tolerância de cada um em relação à individualidade do outro, quando surgem as crises de ciúmes e ansiedade de abandono.

Muitas pessoas confundem a capacidade de doar o coração para o outro com anulação de sua própria vontade. Uma coisa é se entregar e confiar no outro, inclusive confiar que você pode dizer não e que o outro irá entender e respeitar, outra coisa é ficar com medo de dizer não porque o outro pode não gostar e acabar cedendo a todas as suas vontades para que não exista a possibilidade de separação. 

Porém, o que é mais vantajoso de uma relação é justamente a troca e o poder contar com o outro. Esta é a verdadeira entrega que se conquista através de muito respeito tanto ao outro quanto a si mesmo.